irina troitskaya / mask





Revendo alguns desenhos (ou quase isso) nos meus sketchbooks antigos, lembrei da designer russa Irina Troitskaya. Além de saber usar muito bem seus sketchbooks, Irina faz máscaras originais em papel machê (acredite, isso é tão difícil quanto aprender o alfabeto cirílico), pinta matriuskas e famílias de ursos, ilustra livros e tira boas fotos em 35 milímetros – como as da série mask, postadas acima. Enfim, vale a pena conferir o trabalho completo dela: aqui e aqui.

maison martin margiela / the book









Faz menos de um mês que Martin Margiela deixou a marca que leva seu nome, a Maison Martin Margiela. Segundo os acionistas que hoje detêm a maior parte da grife (Renzo Rosso, fundador da Diesel, é um deles), a MMM está buscando uma face mais “jovem e realista” (ou seja: mais distante do experimentalismo pouco comercial desenvolvido por Margiela).

O que será da marca daqui pra frente? Bem, não sei. Mas para documentar os 20 anos do trabalho de Martin Margiela no comando da MMM, nada melhor do que o livro que acaba de ser lançado (super livro, com milhares de fotos, edição caprichada).

Assinado pelo próprio Martin Margiela, com contribuição de Jean-Paul Gaultier (com quem o estlista trabalhou no início da carreira) e publicado pela editora america Rizzoli, o livro acaba funcionando como um grande registro do modo como Margiela percebe a moda: e aí vão os cortes e os tecidos pouco convencionais, as paletas monocromáticas, a elegância, o mistério. Logo acima, algumas fotos e um curto vídeo de apresentação do livro.

good neighbors + flaunt magazine



Publicado na edição de nº 105 da Flaunt magazine, o ensaio fotografado por Kevin Amato, que é praticamente especializado em editoriais de moda masculina, brinca com a existência de um vizinho que surge para desequilibrar a vida recalcada de um subúrbio americano. O modelo: Yuri Pleskun. Gostei do clima, da cartela de cores, da proposta.






norman mclaren


Photo: 1950 NFB Collection - Photo Albert Taylor
Revirando os arquivos do blog, lembrei que nunca fiz um post sobre o cinema realizado por Norman McLaren. Nem sequer citei o nome dele por aqui. Um erro. Norman McLaren, com sua simetria entre imagem e som, influênciou (diretamente ou não) boa parte da cultura contemporânea.

Sabe a estética Kraftwerk? Pois é, totalmente Norman McLaren. E o ritmo hipnótico dos bons desenhos animados? Sim, ele também. Influenciou o experimentalismo da vídeo art (que, por sinal, também merece uma postagem aqui) e deu fundamento ao minimalismo no cinema.

Sempre citado como referência na animação, o trabalho de McLaren é, na verdade, com a linguagem visual (e, nesse sentido, ultrapassa um gênero específico). Procurei muito pelo vídeo Mosaic (1967), que considero o seu melhor curta-metragem. Não achei. Mas Spook Sport (1940) e Synchromy (1970), postados logo abaixo, funcionam como exemplo da perfeita relação cor + forma + movimento + som desenvolvida por ele. Vale também olhar um dos vídeos mais clássicos de McLaren, Neighbours (1952), aqui.
Enfim, enfim, para saber mais sobre Norman Mclaren (com todas as datas que esse blog não faz questão de recortar): tem o velho imdb de sempre. Mas o conselho é sair assistindo por aí (youtube, vimeo, dailymotion) os seus vários e geniais trabalhos.

hitchcock



Tem Riviera Francesa, um ladrão de jóias, baile de máscaras, Cary Grant, jogatina, fogos de artífico, Grace Kelly, picnic, triângulos, Edith Head, humor inglês, diamantes. To Catch a Thief (no Brasil: Ladrão de Casaca) é o pouco citado e mais charmoso filme de Alfred Hitchcock.